“Il maschilismo ammazza, il femminismo non ha mai ammazzato nessuno”. Lo slogan gridato dalle donne del Brasile

Primavera das Mulheres evidencia geração que se empodera e não se cala.

La Primavera delle Donne evidenzia una generazione che chiede maggior potere e non si rassegna. 

Recentemente un’onda sta chiedendo conto al paese. Stanche  dell’oppressione quotidiana migliaia di donne stanno prendendo coraggio e si presentano in pubblico denunciando la carta “papel secundario” che fu imposto a lor, riflesso di una società storicamente maschilista e patriarcale. 

Recentemente, uma onda vem tomando conta do país. Cansadas da opressão cotidiana, milhares de mulheres estão tomando coragem e se expressando em público, denunciando o papel secundário que foi imposto a elas, reflexo de uma sociedade historicamente machista e patriarcal.

Por Laís Gouveia

 

Cansadas da opressão cotidiana, milhares de mulheres estão tomando coragem e se expressando em públicoCansadas da opressão cotidiana, milhares de mulheres estão tomando coragem e se expressando em público

O que começou como um evento nas redes sociais, foi crescendo e eclodiu em grandes manifestações no Rio de Janeiro e em São Paulo. Milhares de mulheres saíram às ruas, nas semanas anteriores, para expor à sociedade o quanto nocivo é o Projeto de Lei 5069/2013, de autoria do presidente da Câmara Eduardo Cunha, que pretende, se aprovado, expor a mulher vítima de abuso sexual a prestar um boletim de ocorrência e ser submetida a um exame de corpo de delito. O que já é humilhante para qualquer mulher, pode se tornar pior, caso o projeto de lei seja aprovado; afinal, a situação de exposição de ter que comprovar um ato de abuso sexual só reafirma a cultura do estupro, punindo e humilhando a vítima. Além disso, o projeto promove a dificuldade do acesso à profilaxia das doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, e informações sobre o aborto legal em casos de estupro.

Na opinião de Maria das Neves, coordenadora do coletivo feminista da União da Juventude Socialista (UJS), a luta das mulheres é a luta pela igualdade e se move pelos sentimentos mais justos. “Não apenas lutamos por direitos individuais, mas pela emancipação coletiva de toda humanidade. Nas análises às ondas feministas no Brasil, podemos avaliar que a luta feminista está ligada à defesa da democracia, foi assim na conquista do voto feminino com a criação da Federação Brasileira pelo Progresso, o Movimento Feminino pela Anistia. As mulheres na resistência à ditadura militar lutaram bravamente pela democratização do país. Nesse momento, com o avanço do conservadorismo, fundamentalismo, machismo e todas as formas de opressão, protagonizado por um consórcio golpista que tenta interromper a 4ª vitória do povo, comandada pela 1ª presidenta do Brasil, as mulheres reagem”, considera.
Quando indagada se há uma nova onda de feminismo no país, Maria acredita que sim, e não só no Brasil, mas há uma onda global neste sentido. “Na minha opinião, há um fruto do advento das redes sociais que pulverizou as páginas feministas e desnudou os estigmas impostos à luta feminista pelo patriarcado. Temos uma nova geração de meninas que crescem num país governado por uma mulher, outro fator que considero importante nessa nova onda. A eleição da presidenta Dilma resignificou o lugar da mulher na sociedade. Hoje, Cunha e sua corja atenta contra os direitos das mulheres, da população LGBT, da juventude negra com a redução da maioridade penal e corta direitos trabalhistas. O PL 5069 que dificulta o acesso às vítimas de violência sexual pelo SUS, foi a gota d’água. Estamos construindo a primavera das mulheres pela liberdade dos nossos corpos, nossas vidas. É um movimento forte, não só pela justeza da pauta, mas pelo sentimento que o move. Ninguém pode conter um sentimento, a liberdade: ‘nós somos livres!’. Não há nada mais perigoso que um povo livre! Não há nada mais perigoso que a liberdade Somos da geração de mulheres que não nasceu para o silêncio ou para a invisibilidade. Ninguém vai nos calar. É a primavera das mulheres”, conclui.Lucia Rincon, presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM), acredita que o movimento da Primavera é reflexo da indignação e que a roda da história não voltará atrás. “Essa ação é de resistência para a garantia dos direitos e avanços. A participação das mulheres é decisiva neste momento, onde temos um congresso tão conservador”, avalia.

Meu primeiro abuso

Assunto que é um tabu na sociedade, a questão do abuso sexual na infância gerou polêmica nas últimas semanas. Em um reality show exibido na Band, que possui formato infantil, uma das participantes mirins, que tem apenas 13 anos, foi alvo de comentários abusivos nas redes sociais. Como reflexo de tal absurdo, mulheres de todas as faixas etárias começaram a relatar nas redes situações de abuso a que foram expostas quando crianças e adolescentes, e muitas fizeram relatos de estupros que sofreram quando já adultas. A atriz Leticia Sabatela contou em sua página pessoal do Facebook como foi a tentativa que sofreu de abuso na pré-adolescência. Já uma internauta relatou o episódio que sofreu de estupro, no intuito de dizer que as mulheres que sofreram o trauma não estão sozinhas e expondo para sociedade a dor de quem passou por tal processo.

Próximos atos da Primavera das Mulheres

Do Portal Vermelho

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